Governo do Distrito Federal
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21/11/19 às 19h52 - Atualizado em 21/11/19 às 20h09

Delegação da Uganda conhece trabalho de segurança alimentar para escolas do GDF

Foto: WFP/Natan Giuliano

 

 

Entender como o GDF promove a segurança alimentar nas escolas. Esse foi um dos principais objetivos da visita de estudo realizada, nesta quarta-feira (20), por uma delegação de Uganda à Brasília, composta por técnicos e servidores de alto nível do governo.

 

Para entender na prática como acontece a nutrição dos estudantes, foi realizada uma visita à Escola Parque 313/314 Sul. Lá, acompanhados pela equipe da Secretaria de Relações Internacionais e do Programa Mundial de Alimentos (PMA), eles conversaram com a gestão escolar, a regional de ensino e a Diretoria de Alimentação Escolar da SEEDF, para esclarecer como acontece a organização da merenda, da preparação até o consumo.

 

Pesquisas realizadas na própria unidade escolar, apresentadas na ocasião, indicaram que quando seus estudantes participam da produção alimentícia — como a do criadouro de peixes e a da horta da escola —, o consumo aumenta. O vínculo entre professor e aluno também contribui para que haja um ambiente acolhedor de aprendizagem e conscientização sobre o tema da alimentação saudável.

 

A comunidade escolar e os pais também tem papel fundamental. “O governo fornece infraestrutura para que os alunos consigam estudar, por meio da merenda, materiais, uniforme, transporte e outros. Em contrapartida, a gestão escolar incentiva os pais a estarem presentes na vida escolar do aluno”, destaca o diretor da unidade.

 

Na Escola Parque, diariamente, são servidas duas refeições por turno escolar, que levam em conta a necessidade nutricional dos estudantes. A exemplo, existem aqueles que por questões religiosas ou por alergias, não podem consumir certos tipos de alimento.

 

Dos desafios para esse processo acontecer, foram citados os cuidados com a manipulação de alimentos, a importância da mão-de-obra administrativa e do processo licitatório. Além disso, a logística de abastecimento nas escolas é complexa, uma vez que são 680 unidades e é preciso pensar na sazonalidade de alimentos.

 

Ainda assim, é preciso garantir a segurança alimentar. “Certamente alguém com fome não consegue prestar atenção nas aulas. Pela deficiência de nutrientes, a produção de enzimas e o desenvolvimento físico são afetados”, diz uma das nutricionistas da unidade. Nesse sentido, também foi destacada a importância do conselho nutricional, composto por membros da sociedade civil, alunos e pais para o controle de qualidade do que é servido e para existência de mecanismos consultivos.

 

No Distrito Federal, a garantia de alimentação começa nos repasses de recurso. Para as escolas públicas são 43 milhões de reais vindos da união, enquanto 29 milhões do GDF, sendo esse último um complemento necessário para ofertar mais alimentos in natura. Há, ainda, escolas de vulnerabilidade social que recebem uma refeição a mais para que estudantes possam ter um complemento nutricional.

 

“É importante o lado técnico para tratar do financiamento voltado à alimentação, mas existe uma grande diferença entre falar em um escritório e observar na prática. Este é um momento de mobilização e sensibilização sobre a segurança alimentar e a importância de se trabalhar em todos os níveis”, explica a oficial de programa do PMA, Yasmin Wakimoto.

 

Na importância de receber diversas delegações, comitivas e representações em Brasília, a SRI-DF atua por meio de acordos firmados com organizações internacionais, como o PMA, para fortalecer seu trabalho de cooperação internacional.

 

Com preocupação em expandir os programas de alimentação na Uganda e com o objetivo de compreender o trabalho intersetorial do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, a delegação também se reuniu, no mesmo dia, com representantes da Secretaria de Agricultura – SEAGRI. O encontro também tinha por objetivo entender sobre a distribuição de recursos, o envolvimento dos produtores locais para a oferta de alimentos e a logística de distribuição regional.

Escritório de Assuntos Internacionais - Governo de Brasília

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