Governo do Distrito Federal
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14/07/21 às 13h23 - Atualizado em 14/07/21 às 13h23

Na data nacional francesa, estudante de Brasília fala sobre experiência de morar na França

Gabriel Bezerra na Cidadela de Carcassonne (Cité de Carcassonne).

 

Nesta quarta-feira, 14 de julho, a França comemora sua data nacional, que faz referência à “Tomada da Bastilha”. O dia marca o fim da monarquia absoluta no país e o início da Revolução Francesa. Para celebrar a data, o Escritório de Assuntos Internacionais do Governo do Distrito Federal (EAI-GDF) ouviu um brasileiro, residente em Brasília (DF), a respeito do seu olhar sobre a cultura francesa.

 

Gabriel Renan Mendes Bezerra, 22 anos, é natural de Imperatriz (MA). Ele estuda Engenharia da Computação na capital federal e morou cinco anos em Carcassone, ao sul da França, onde cursou o ensino médio. “Eu fazia parte da equipe de vôlei da escola e da cidade, também fiz um semestre de faculdade em Montpellier, antes de voltar para o Brasil”, conta.

 

O estudante não chegou a participar das grandes comemorações do 14 de julho em Paris, mas frequentou eventos comemorativos onde morava.  “Em Carcassonne tem uma queima de fogos de um pequeno festival, muito bonito e divertido, recomendo bastante para que for visitar”, disse.

 

Para ele, a experiência de viver em território francês foi muito construtiva. “Conviver com pessoas com uma cultura diferente, de um país que já passou por tantas coisas, um país livre, traz muitos ensinamentos”. Segundo Gabriel, aprender a respeitar as diferenças entre as pessoas foi uma das coisas mais importantes que sua estadia na França proporcionou.

 

Além disso, ao chegar no país ele também se sentiu respeitado e acolhido. “Os franceses gostam muito dos brasileiros, pelo menos foi o que senti. Quando cheguei muita gente já veio conversar comigo, tentar uma amizade. No início conversávamos usando o Google Translate, e eu percebia que eles se esforçavam para fazer com que eu me sentisse bem”.

 

Adaptação

 

Quando chegou na França, Gabriel não falava a língua local, mas em seis meses já estava fluente. “Comecei o ensino médio logo que cheguei e não entendia nada do que os professores falavam. Foi bem difícil, mas a escola oferece curso de francês para os alunos estrangeiros e também tive ajuda de uma professora particular”, ele conta.

 

Apesar disso, o estudante considera que a adaptação foi tranquila. De todas as diferenças que ele encontrou no país em relação ao Brasil, sua única dificuldade após aprender a língua foi se adaptar à culinária local. “Sou acostumado com a comida caseira brasileira”, justifica.

 

Para aqueles que sonham em conhecer a França, Gabriel recomenda. “Com certeza eu incentivo esse tipo de experiência. Ajuda na sua evolução como pessoa, você aprende muito sobre outras culturas, tem convívio diariamente com pessoas de outros países, e aprende muito sobre aceitar as diferenças”.

 

Escritório de Assuntos Internacionais - Governo do Distrito Federal

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