Governo do Distrito Federal
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22/12/16 às 13h32 - Atualizado em 23/12/16 às 18h09

Parcerias internacionais impulsionam políticas para crianças, adolescentes e juventude

Projetos visam o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e a capacitação de adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa


com informações da agÊncia brasília e da secretaria de políticas para crianças, adolescentes e juventude 

Centro 18 de Maio

O atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em Brasília ficará mais humanizado com o início das atividades do Centro 18 de Maio, na 307 Sul. A unidade foi inaugurada pelo governador Rodrigo Rollemberg nesta terça-feira (25) e vai centralizar os procedimentos relacionados à assistência psicossocial e à investigação de crimes. 

A unidade de atendimento foi inaugurada nesta terça-feira (25) e vai centralizar os procedimentos relacionados à assistência psicossocial e à investigação de crimes.
A unidade de atendimento foi inaugurada nesta terça-feira (25) e vai centralizar os procedimentos relacionados à assistência psicossocial e à investigação de crimes. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Em todas as etapas do processo — da oitiva da criança ou do adolescente à responsabilização do autor —, o foco é evitar a chamada revitimização, que acontece quando a pessoa que sofreu violação é obrigada a relembrar e recontar o fato.

“Isso demonstra um esforço coletivo da sociedade, que, ao longo de muitos anos, se uniu em torno dessa causa”, disse Rollemberg. “É uma integração de vários órgãos para bem atender a criança”, ressaltou o governador, que estava acompanhado da esposa e colaboradora do governo, Márcia Rollemberg.

Nas primeiras semanas de funcionamento, o centro vai oferecer capacitação para servidores. Os atendimentos começam em 16 de novembro, a partir dos encaminhamentos feitos pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e Centros de Referência em Assistência Social (Cras), pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e pelos conselhos tutelares do DF.

“A escuta qualificada permite o atendimento integrado para que a criança não tenha que contar o que lhe ocorreu a cada instância da rede”Giuliana Córes, diretora do Centro 18 de Maio

A expectativa é atender cerca de 360 pessoas por ano. O dado leva em conta as denúncias recebidas pelo Disque 100 no Distrito Federal. O diferencial do Centro 18 de Maio em relação às demais instituições é a possibilidade que tem a vítima de violência sexual de prestar depoimento apenas uma vez. “A escuta qualificada permite o atendimento qualificado e integrado para que a criança não tenha que contar o que lhe ocorreu a cada instância da rede”, afirmou a diretora do centro, Giuliana Córes.

O nome 18 de Maio é uma referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O centro vai funcionar onde antes ficava o antigo posto comunitário de segurança da Polícia Militar. Nele, ficarão as várias instâncias da rede de proteção, como o Conselho Tutelar, a Polícia Civil e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

O atendimento de saúde será feito no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) e no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidades de saúde de referência nesses casos.

“O grande salto e desafio da política pública hoje é considerar o sujeito e a integração dos serviços, e aqui se materializa essa condição”, avaliou Márcia Rollemberg. O secretário de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, Aurélio de Paula Guedes Araújo, explicou que o centro possibilitará um trabalho melhor e mais especializado, e que “representa um avanço significativo na política pública de atenção à criança no DF”.

O Sabin, o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a organização Childhood são parceiros na ludoteca do centro, nos mobiliários e na capacitação.

Projeto Vamos Nessa: O jeito só nosso de fazer informática

 

“São cursos muito bons, que envolvem tecnologia de ponta e tem reconhecimento em 170 países”.Aurélio de Paula, Secretário de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude

A Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Cisco Networking Academy iniciaram, em 14 de dezembro, o projeto “Vamos Nessa: O jeito só nosso de fazer informática”, na Unidade de Internação do Recanto das Emas (Unire). O projeto irá capacitar os adolescentes em um amplo programa de e-learning que ensina aos seus alunos as habilidades tecnológicas da internet essesnciais para uma economia globalizada. “Esse é um momento muito importante para vocês. São cursos muito bons, que envolvem tecnologia de ponta e que têm reconhecimento em 170 países. Aproveitem ao máximo essa oportunidade”, disse o Secretário Aurério de Paula. 

Inicialmente, o projeto é um piloto que servirá como ferramenta de reinserção dos adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa na sociedade e, ao mesmo tempo, como capacitação para o mercado de trabalho tecnológico, ao identificar e desenvolver as habilidades necessárias para obtenção de êxito em uma nova economia digital, preparando-os para o futuro.
O programa proporciona conteúdo hospedado na web, provas online, acompanhamento do desempenho dos estudantes, laboratórios ao vivo, suporte e treinamento de instrutores e preparação para as certificações de mercado. A intenção dos parceiros é de que a iniciativa seja estendida às demais unidades de internação ao longo de 2017. 
cisco unire

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